O programa Move Brasil, lançado recentemente pelo governo federal para incentivar a renovação da frota de motoristas de aplicativo e taxistas, está enfrentando adesão menor do que o inicialmente projetado. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, mesmo com o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI-Peac) assumindo grande parte do risco no crédito, o interesse das instituições financeiras privadas permanece abaixo do esperado.
Presença marcante apenas dos bancos públicos
Segundo Durigan, a maioria das operações do Move Brasil tem sido realizada por bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. "O que a gente tem visto é uma presença, uma participação maior dos bancos públicos e menos apetite por parte dos bancos privados. Nós estamos sempre em contato para entender por que, mesmo com a garantia do governo, não tem tido a adesão que a gente inicialmente esperava", declarou o ministro, após reunião no Palácio da Alvorada para revisar o status dos principais programas econômicos.
FGI-Peac cobre grande parte do risco de crédito
O Move Brasil foi desenhado com o objetivo de facilitar a compra de veículos novos e sustentáveis por motoristas de aplicativo e taxistas, com limites de até R$ 150 mil. O FGI-Peac oferece uma robusta cobertura de risco, permitindo que os bancos concedam crédito com maior segurança. Apesar disso, apenas os bancos públicos têm apostado no programa de forma significativa.
Avaliação do desempenho e possíveis ajustes
Durigan destacou que, apesar do volume estar aquém do almejado, as vendas via Move Brasil representam "mais da metade do volume mensal tradicional no mercado de carros" e são vistas como razoáveis diante do cenário. O ministro não divulgou números atualizados de adesão, mas salientou que a equipe econômica segue conversando com bancos privados para compreender melhor os obstáculos e buscar ajustes que possam estimular uma participação mais robusta.
Entre as possíveis mudanças, está a integração mais eficiente com as plataformas de mobilidade para otimizar o acesso a informações de rendimento dos motoristas, o que poderia aumentar a segurança das operações de crédito para os bancos privados.
Outros programas em destaque e próximos passos
Além do Move Brasil, o ministério avaliou o desempenho de outros programas de crédito, como o Desenrola Brasil, focado em renegociação de dívidas, e linhas de financiamento para caminhões, ônibus e motocicletas. Apesar do ritmo modesto no caso dos carros de passageiros, os demais programas seguem registrando desempenho dentro do esperado.
O governo mantém o acompanhamento próximo e considera novas medidas para ampliar o impacto do Move Brasil, buscando destravar a participação dos bancos privados e, assim, beneficiar um número maior de motoristas. A expectativa é que novos ajustes sejam debatidos nas próximas semanas. Fique por dentro das últimas notícias sobre economia, crédito e negócios acessando brazileconomy.world.
