Os investidores brasileiros iniciam esta segunda-feira com atenção redobrada para alguns dos principais eventos econômicos da semana. Entre os destaques do dia estão a divulgação do balanço do segundo trimestre da Embraer (EMBR3), a atualização do Boletim Focus pelo Banco Central do Brasil (BCB) e o desenrolar das negociações internacionais em torno do Estreito de Ormuz, que segue sob tensão geopolítica.
Embraer divulga resultados com backlog recorde
A Embraer, empresa reconhecida globalmente pelo setor aeronáutico, apresentou antes da abertura dos mercados seu balanço referente ao segundo trimestre de 2026. O destaque vai para o backlog que atingiu o patamar recorde de US$ 34,5 bilhões, um crescimento de 16% em relação ao ano anterior. Esse indicador reflete a carteira de pedidos firmes e reforça as boas perspectivas do setor. Além da Embraer, empresas como Itaúsa (ITSA4), Caixa Seguridade (CXSE3), JBS (JBSS32) e Natura (NATU3) também divulgarão seus resultados ao longo do dia, ampliando a expectativa dos investidores por movimentos na B3.
Boletim Focus após decisão do Copom
No cenário doméstico, o Banco Central apresentou o Boletim Focus, o primeiro após a nova redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Copom. O mercado aguarda indicações sobre as novas projeções para inflação, PIB, câmbio e Selic para o restante do ano, sobretudo diante das recentes mudanças na política monetária. As expectativas agora se voltam para um possível ciclo mais longo de cortes na Selic, o que pode impulsionar setores da economia, especialmente aqueles mais sensíveis ao crédito.
Tensão geopolítica em Ormuz e preços do petróleo
No cenário internacional, o foco volta-se para o Estreito de Ormuz. Apesar da negociação para reabertura da rota marítima entre Irã e Omã estar próxima de um acordo, as exigências do Irã para encerrar o bloqueio americano mantêm a incerteza. O ataque registrado por militantes houthis a instalações na Arábia Saudita e as declarações firmes de Washington e Teerã aumentam a preocupação global, especialmente em relação ao preço do petróleo, que opera estável diante desse contexto. O conflito pressiona mercados emergentes, incluindo o brasileiro.
Ibovespa fecha a semana em baixa
O principal índice do mercado acionário brasileiro, Ibovespa, encerrou a última sexta-feira com retração de 1,73%, atingindo 172.513,42 pontos, segundo a B3. O recuo refletiu, em parte, a repercussão dos resultados corporativos, principalmente da Petrobras (PETR4) após robusto lucro trimestral, e do cenário internacional mais arriscado. A tendência para esta semana dependerá tanto dos balanços das empresas brasileiras quanto da evolução das tensões geopolíticas externas.
Próximos dias: agenda política e internacional impactam Brasil
A agenda nacional conta com reuniões políticas em Brasília, mas a expectativa maior do mercado está nas divulgações econômicas e no desfecho das negociações envolvendo o Estreito de Ormuz. Além disso, continua a atenção ao Federal Reserve, diante do debate sobre possíveis riscos sistêmicos trazidos pelos investimentos em inteligência artificial, que também podem influenciar decisões no Brasil.
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