O Banco do Brasil reportou um lucro líquido ajustado de R$ 3,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, representando avanço de 3,3% frente ao mesmo período do ano anterior, conforme divulgado nesta quarta-feira (informação extraída do balanço financeiro divulgado pela própria instituição).

Crescimento puxado por crédito e margem financeira

A principal contribuição para o resultado positivo veio do aumento das receitas de crédito, especialmente nas operações voltadas para pessoas físicas. A margem financeira bruta alcançou R$ 27,5 bilhões, um crescimento de 9,6% em relação a 2025. O desempenho reflete a estratégia do banco de ampliar a oferta de produtos e serviços para diferentes segmentos, mantendo o foco na expansão sustentável do portfólio.

Carteira de crédito supera R$ 1,3 trilhão

Outro destaque do período foi a carteira de crédito expandida, que ultrapassou R$ 1,3 trilhão em junho de 2026 — alta de 1,5% em 12 meses. O avanço demonstra solidez na concessão de financiamentos em diversos setores, incluindo pessoa física, empresas e agronegócio, áreas consideradas estratégicas pela instituição.

Inadimplência e índice de rentabilidade

Apesar da melhora nos resultados, o índice de inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 5,61%, indicando aumento dos casos de atraso, mas ainda sob controle segundo a administração. O retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) foi de 8,3%, sinalizando rentabilidade consistente apesar do cenário econômico desafiador.

Despesas e perspectivas para 2026

As despesas administrativas totalizaram R$ 10,1 bilhões no trimestre, com variação de 0,6% em relação aos três meses anteriores e aumento de 4,1% na comparação anual. O crescimento está ligado a maiores investimentos em pessoas e tecnologia, conforme destacado no relatório da administração.

No acumulado do primeiro semestre, o BB somou R$ 7,3 bilhões em lucro líquido ajustado e projeta encerrar o ano com resultado entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões. A instituição reforça que as projeções refletem expectativas gerenciais e podem sofrer revisões ao longo do exercício.

Próximos passos e desafios

O Banco do Brasil segue atento à evolução da inadimplência e à performance de suas principais linhas de atuação. O foco para o próximo trimestre será manter o ritmo de crescimento do crédito, com ênfase em inovação e atendimento digital, sem deixar de observar as incertezas ainda presentes no cenário econômico nacional.

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