O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou nesta sexta-feira adversários que optam por não participar de debates eleitorais, especialmente diante do agravamento da crise econômica no Brasil. Durante agenda em São Paulo ao lado de seu vice, Gilberto Kassab, Caiado afirmou que é "inaceitável" a postura de candidatos que deixam de debater com a população.
Críticas de Caiado à ausência nos debates
Segundo Caiado, a presença dos postulantes à Presidência é essencial em um momento de alta do endividamento de famílias e empresas, juros elevados e incerteza macroeconômica. "Da mesma maneira que o voto é obrigatório, participar do debate também deveria ser. É inaceitável se colocar como 'fujão' diante da mais grave crise econômica recente", declarou o candidato, numa referência indireta aos líderes das pesquisas, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que não devem comparecer ao primeiro debate promovido pela Band em parceria com o Estadão neste domingo (23).
Gastos públicos e crítica à política de juros
Durante pronunciamento, Caiado voltou a responsabilizar a "gastança" do governo federal pelo atual patamar da taxa de juros e pelo aumento do custo do crédito. O presidenciável ressaltou que um governo mais comprometido com a responsabilidade fiscal traria maior confiança ao mercado financeiro, permitindo a queda dos juros. "Não é o Banco Central que sobe juros, é o governo que gasta demais", apontou, defendendo meta de inflação entre 3% e 4% e juros próximos de 6% ao ano.
Jornada de trabalho e participação empresarial
Caiado declarou ser favorável à redução da jornada de trabalho para escala 5x2, mas criticou a forma como a proposta foi apresentada, segundo ele, com viés eleitoral e sem ampla discussão com o setor produtivo. "Medidas trabalhistas precisam ser debatidas com todos os empregadores. Caso contrário, corremos o risco de aprovações oportunistas", ponderou.
Segurança pública e gestão de equipe
O candidato também se posicionou sobre segurança pública ao comentar o uso de drones pelo crime organizado no Rio de Janeiro, classificando o episódio como "inaceitável" e um sinal de sofisticação do narcotráfico. Questionado sobre nomes para compor seu eventual governo, reforçou que pretende ampliar a presença feminina em cargos de liderança ministerial, mantendo tradição de suas gestões anteriores.
Próximos passos na campanha e debates futuros
O debate deste domingo marca o início das discussões públicas entre os candidatos à Presidência em 2026. Apesar da ausência de nomes mais bem colocados nas pesquisas, Caiado afirma que continuará defendendo a necessidade de confrontos diretos entre propostas, especialmente em um ciclo marcado por desafios econômicos e sociais.
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