A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) conduziu, durante a Expointer, em setembro, importante debate sobre a distribuição de cotas do acordo entre Mercosul e União Europeia. O tema esteve em destaque na reunião do Conselho Diretivo da Federação das Associações Rurais do Mercosul (FARM), realizada no evento, que é um dos mais relevantes do agronegócio brasileiro.

Cotas e desafios das exportações agropecuárias

A discussão sobre as cotas previstas no acordo Mercosul-União Europeia envolve a quantidade de produtos agropecuários brasileiros que poderão ser comercializados com países europeus sob condições diferenciadas, como redução de tarifas. Segundo representantes da CNA, ainda há incertezas sobre os critérios de repartição dessas cotas entre os membros do Mercosul, o que pode impactar significativamente setores como carne bovina, lácteos e frutas do Brasil.

Integração sanitária e comércio intrabloco

Além das cotas, o Conselho Diretivo tratou da necessidade de maior integração sanitária entre os países do bloco. A harmonização das normas fitossanitárias visa facilitar o comércio intrabloco e ampliar a competitividade dos produtos agrícolas sul-americanos no exterior. Integrantes da FARM destacaram que a padronização de protocolos sanitários é fundamental para ampliar mercados e fortalecer a posição do Mercosul como exportador global.

Plano de trabalho e próximos passos

Outro ponto debatido foi o plano de trabalho da federação para os próximos meses. O objetivo é intensificar o diálogo entre os países membros e avançar nos temas de interesse comum, priorizando também o acompanhamento das negociações do acordo com a União Europeia.

Segundo a CNA, além da discussão das cotas, a pauta abrangeu a defesa de práticas sustentáveis e a busca por uma atuação conjunta frente a desafios globais, como segurança alimentar e mudanças climáticas. A federação reforça a importância de o Brasil atuar de forma articulada para assegurar espaço no comércio internacional e defender os interesses do setor agropecuário nacional.

Impacto para o agronegócio brasileiro

A efetividade da implementação dos acordos discutidos pode impactar diretamente o faturamento nacional do agronegócio. Uma repartição favorável das cotas exportadoras e maior integração sanitária deve ampliar oportunidades de negócio para produtores brasileiros, consolidando o país como líder nas exportações agropecuárias do Mercosul.

A próxima etapa será acompanhar as tratativas que seguem em negociações multilaterais, especialmente entre Mercosul e União Europeia, tema que continuará em pauta no setor. Para mais notícias atualizadas sobre economia agrícola e acordos internacionais, acesse brazileconomy.world.


Artigos Relacionados

  1. Banco do Japão sinaliza possibilidade de ajuste gradual nos
  2. Anec projeta aumento nas exportações de soja e queda no