O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (21) em queda frente ao real, seguindo o movimento de desvalorização mundial da moeda norte-americana. O recuo foi observado após um alívio nos mercados globais, principalmente devido à diminuição dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), fator que estimulou a busca por ativos de maior risco em todo o mundo.

Segundo dados da B3, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,1415, refletindo uma melhora no apetite dos investidores por moedas de emergentes. A tendência também provocou a queda dos juros futuros no Brasil, sobretudo nos papéis de vencimento mais longo.

Contexto internacional favorece mercados emergentes

O alívio observado se deveu principalmente à queda nos rendimentos dos Treasuries norte-americanos, após declarações de autoridades do Federal Reserve indicando uma postura mais cautelosa sobre futuras altas de juros. O movimento provocou enfraquecimento do dólar ante várias moedas globais, refletindo diretamente no câmbio brasileiro.

Além disso, indicadores econômicos globais abaixo das expectativas e um clima de menor aversão ao risco favoreceram fluxos de capitais para mercados emergentes. No Brasil, esse ambiente resultou em movimento positivo não apenas para o real, mas também para ativos como o Ibovespa, que avançou 1,21%, apoiado principalmente por setores ligados ao comércio exterior e commodities.

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Queda dos juros futuros acompanha câmbio

Os contratos de juros futuros com vencimentos mais longos recuaram, com investidores aproveitando o momento de otimismo internacional para ajustar expectativas sobre Selic e inflação. Analistas avaliam que, caso o contexto externo permaneça favorável, o real pode seguir valorizado nas próximas semanas e sustentar novos recuos nos prêmios da curva de juros.

Segundo operadores do mercado, ainda há cautela por parte dos investidores devido ao cenário doméstico, incluindo o cenário fiscal e as expectativas para a política monetária do Banco Central do Brasil (BCB). Entretanto, por ora, fatores globais têm ditado o ritmo no câmbio e na curva de juros.

Próximos movimentos e expectativas

Analistas de mercado recomendam atenção ao noticiário internacional, especialmente aos próximos pronunciamentos do Federal Reserve e à divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos. O movimento do dólar e dos juros futuros segue fortemente atrelado ao ambiente global, podendo sofrer novas oscilações caso ocorram mudanças bruscas no exterior.

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