A Itaúsa, holding que controla o Itaú Unibanco, apresentou um lucro líquido de R$ 4,31 bilhões no segundo trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 7,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este desempenho positivo é atribuído principalmente aos resultados robustos do Itaú Unibanco, assim como aos crescentes desempenhos da Motiva, Alpargatas e Copa Energia.

Desempenho das Empresas do Grupo

Apesar do resultado geral favorável, a holding enfrentou desafios com alguns de seus ativos. As empresas não financeiras sob a alçada da Itaúsa apresentaram uma queda de 26,7% em seus resultados recorrentes, totalizando R$ 141 milhões. Em contrapartida, o Itaú Unibanco, seu principal ativo financeiro, registrou uma alta de 8,5% no lucro, alcançando R$ 4,47 bilhões.

O aumento das despesas administrativas da holding também foi notável, subindo 7% para R$ 45 milhões. Além disso, as despesas tributárias aumentaram significativamente, atingindo R$ 163 milhões, um crescimento de 42%, influenciadas pela incidência de PIS e Cofins sobre os juros sobre capital próprio (JCP) pagos pelas empresas do grupo.

Impacto das Despesas e Dívidas

O resultado financeiro da holding teve um impacto negativo de R$ 62 milhões, o que representa uma piora de 11,5% em relação ao ano anterior. A dívida líquida da Itaúsa também cresceu, encerrando junho em R$ 1,2 bilhão, superando os R$ 1 bilhão registrados em março deste ano.

Em 28 de agosto de 2026, a Itaúsa planeja pagar R$ 2,8 bilhões em JCP, que se referem a dois proventos já declarados. Desses, R$ 1,3 bilhão é referente ao JCP declarado em 16 de março de 2026, enquanto R$ 1,5 bilhão diz respeito ao JCP declarado em 15 de junho de 2026, ambos com base na posição acionária das respectivas datas.

Projeções Futuras

Com os resultados do segundo trimestre, a Itaúsa mostra resiliência em um cenário econômico desafiador. O crescimento do lucro do Itaú Unibanco e a performance das empresas do grupo indicam uma tendência positiva, apesar das dificuldades enfrentadas. Os investidores devem ficar atentos às próximas divulgações e aos impactos que as decisões de política fiscal e tributária podem ter sobre os resultados futuros da holding.

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