A JHSF Participações, uma das principais empresas do setor imobiliário e de alto padrão no Brasil, alcançou um marco importante ao atingir, em apenas dois anos, a meta de tornar suas receitas recorrentes responsáveis por dois terços do resultado, antecipando em três anos o objetivo traçado em 2024. O movimento reforça a mudança de estratégia e a diversificação dos negócios, que hoje incluem shoppings, aeroporto executivo, hospitalidade, gastronomia e residências para locação.
Resultados recordes impulsionam estratégia
No segundo trimestre de 2026, a receita bruta da JHSF com negócios recorrentes somou R$ 439,6 milhões, avanço de 30,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado das operações recorrentes cresceu 31% e alcançou R$ 197,3 milhões. No semestre, as receitas atingiram R$ 829,4 milhões, alta de 24%, com Ebitda ajustado de R$ 373,8 milhões, elevação de 25% na comparação anual.
Na consolidada, a empresa registrou receita bruta de R$ 985,2 milhões no trimestre, um avanço expressivo de 80,9%, com lucro líquido de R$ 444,4 milhões, crescimento de 80,8%. Esses números refletem, em parte, transações relevantes realizadas, como a venda de estoques da área de incorporação a um FII por R$ 5,2 bilhões, adquiridos por grandes nomes do sistema financeiro brasileiro.
Diversificação nas verticais sustenta crescimento
Segundo a companhia, a distribuição do Ebitda ajustado recorrente foi equilibrada: shoppings representaram 29%, aeroporto 28%, JHSF Residences e Clubs 27%, hospitalidade e gastronomia 14%, e JHSF Capital 2%. Os ativos em desenvolvimento fazem parte de um ciclo de entregas entre 2026 e 2028, período em que a companhia planeja elevar o Ebitda dos negócios recorrentes para cerca de R$ 2 bilhões e alcançar valor de mercado estimado entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões.
Entre os lançamentos recentes, destacam-se a expansão internacional em aviação executiva com a compra da Embassair, a inauguração do CJ Village Boa Vista, e a abertura da maior loja Dior da América Latina no Shopping Cidade Jardim. Novas unidades de residências, hangares, áreas no Catarina, além de hotéis Fasano e clubes, compõem o cronograma de entregas.
Perspectiva para o mercado e desafios à frente
Augusto Martins, CEO da JHSF, destaca que a rápida transformação foi resultado da capacidade de execução e de uma equipe qualificada, apontando pessoas e estrutura de capital como pontos-chave. Ele ressalta que, apesar do cenário macroeconômico apresentar desafios, o planejamento robusto e a diversidade de ativos colocam a companhia numa posição privilegiada. Atualmente, a JHSF possui um landbank de aproximadamente R$ 28 bilhões em VGV potencial e mantém uma posição de caixa líquido relevante, de R$ 1,2 bilhão.
O valor de mercado da JHSF na B3 está em R$ 7,15 bilhões, mas a expectativa é de valorização à medida que os ciclos de entrega previstos para os próximos três anos forem concluídos. A empresa utiliza como referência múltiplos substanciais do setor imobiliário de alta renda, tanto nacional quanto internacional, para balizar sua projeção ambiciosa.
Próximos passos e expectativas
Com as entregas previstas entre 2026 e 2028, a empresa aposta em um crescimento sustentado, especialmente nas verticais de maior recorrência. O equilíbrio entre receitas de diferentes áreas e o foco em negócios de longo prazo consolidam a JHSF como referência de inovação no mercado imobiliário brasileiro.
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