O lucro líquido ajustado da Sabesp registrou forte retração de 41,2% no segundo trimestre de 2026, totalizando R$ 1,15 bilhão. Os dados, divulgados no balanço publicado nesta quinta-feira, mostram um contraste com o avanço de 6,7% na receita líquida ajustada, que atingiu R$ 6,01 bilhões no período. O recuo reforça o desafio de equilibrar crescimento de receita e aumento dos custos operacionais em meio aos investimentos da companhia.

Detalhes do balanço do 2º trimestre de 2026

Além do lucro ajustado, o lucro líquido contábil da Sabesp também apresentou queda, encerrando o trimestre em R$ 1,46 bilhão — retração de 31,4% em relação ao segundo trimestre de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ 3,50 bilhões, recuo de 3,2%, enquanto a margem Ebitda caiu 5,9 pontos percentuais, ficando em 58%.

No investimento (capex), a empresa destinou R$ 3,73 bilhões no trimestre, alta de 3,6% sobre o mesmo período do ano anterior. A dívida líquida, por sua vez, encerrou o trimestre em R$ 34 bilhões, em comparação ao trimestre anterior.

Destaques e impacto das iniciativas operacionais

Segundo a Sabesp, parte do aumento nos custos se deve ao avanço de melhorias operacionais, especialmente em atendimento, plataformas digitais e comunicação com clientes — iniciativas tidas como fundamentais para acelerar a universalização dos serviços de saneamento no estado de São Paulo. A companhia ressaltou que a implementação dessas soluções elevou o custo operacional, mas busca impactos positivos no médio e longo prazo.

No trimestre, foi realizada ainda a operação de desdobramento de ações na proporção de 1:5, aprovada em Assembleia de 28 de abril de 2026. A medida visa aumentar a liquidez dos papéis da Sabesp no mercado, facilitando o acesso dos investidores à empresa.

Projeções de investimentos e perspectivas para 2026

A Sabesp manteve a previsão de investir cerca de R$ 20 bilhões em capex ao longo de 2026, sustentando a meta de crescimento e melhoria da qualidade dos serviços. De acordo com a administração da empresa, os recursos serão fundamentais para ampliar o acesso à água e saneamento, aprimorar a qualidade dos atendimentos e reforçar a resiliência operacional diante dos desafios do setor.

O que esperar dos próximos trimestres

A expectativa, segundo analistas do mercado, é que os resultados sigam pressionados no curto prazo, em virtude das maiores despesas operacionais e do ritmo acelerado de investimentos. Entretanto, a tendência de expansão em receitas, aliada à ampliação da base de clientes e ganhos de eficiência operacionais esperados das iniciativas implementadas, pode contribuir para a recomposição dos resultados ao longo do ano.

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