O setor de marketing no Brasil passa por uma transformação marcante, impulsionado por avanços em tecnologia, mudanças no comportamento do consumidor e a busca constante por inovação. Marcas nacionais e multinacionais intensificam os investimentos em estratégias digitais e na adoção de influenciadores, incluindo os virtuais, para conectar-se com seus públicos de maneira mais segmentada e eficiente.
Influenciadores virtuais superam humanos em campanhas
Nos últimos anos, o fenômeno dos influenciadores virtuais vem ganhando força em campanhas publicitárias. Ferramentas baseadas em inteligência artificial (IA) permitem criar personagens digitais que alcançam engajamento similar ou superior aos perfis humanos. Pesquisas apontam que, em segmentos específicos, a conversão de vendas mediada por esses influenciadores digitais já ultrapassa as taxas dos criadores tradicionais.
Essa tendência é percebida em setores como beleza, moda e tecnologia. Empresas apostam nessa estratégia para agregar inovação e obter mais controle sobre a mensagem veiculada. Além disso, os influenciadores virtuais são vistos como alternativas seguras às instabilidades dos contratos com personalidades humanas.
Marcas reinventam publicidade com grandes eventos esportivos
O patrocínio esportivo segue sendo um vetor fundamental para construção de marca no Brasil. Exemplo disso é a estratégia da Visa na Copa, que foi além de expor seu nome, ao criar um modelo de sublicenciamento da marca para outras empresas utilizarem o selo em ações promocionais. Esse movimento potencializa o alcance do investimento e fomenta novas oportunidades de negócio.
A expectativa do mercado é que os grandes eventos esportivos, como a Copa de 2026, superem recordes de faturamento, movimentando o setor de publicidade e atraindo marcas globais e nacionais. Segundo projeções do Bank of America, haverá crescimento exponencial nos investimentos em mídia vinculados ao evento.
Inovações em mídia digital e desafios para veículos impressos
As empresas de mídia brasileiras respondem à migração do público para o digital acelerando a transformação dos seus modelos de negócio. A circulação de jornais impressos caiu drasticamente, com o Estadão registrando queda de 60%, enquanto títulos como a Folha de S. Paulo são exceção, reinventando-se no ambiente digital.
Por outro lado, o mercado de out-of-home (OOH) ganha novo fôlego com movimentos como a compra da Clear Channel Outdoor pelo grupo Mubadala, refletindo a aposta em soluções integradas entre mídia tradicional e digital. Marcas como Eletromidia e Publicis inovam na contratação de CMOs e no lançamento de plataformas digitais para impulsionar a relevância das campanhas.
Estratégias de branding e expansão setorial
Empresas como a Motorola e a chinesa JOVI promovem ajustes em branding para se adaptar ao gosto do consumidor brasileiro, incluindo mudanças no posicionamento e até na escolha do nome para atuar no país. O investimento em experiências, camarotes de grandes eventos como no Carnaval da Sapucaí, e a internacionalização de ligas esportivas destacam a valorização do marketing como motor de crescimento.
O desafio agora é continuar inovando, mantendo-se próximo do consumidor e adaptando a mensagem às novas mídias e plataformas. O setor de marketing, portanto, assume papel estratégico na construção do ambiente de negócios brasileiro nos próximos anos.
Continue acompanhando as novidades e análises sobre marketing e negócios no Brasil em brazileconomy.world.
