O cenário internacional permanece no foco dos investidores brasileiros nesta sexta-feira (21), com atenção redobrada aos novos dados do PMI dos EUA e ao discurso do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre pressões econômicas ao Irã. O contexto é de volatilidade provocada pela alta do petróleo e expectativas em relação ao ritmo da economia global.
PMI dos EUA e perspectiva econômica
O S&P Global divulga hoje os índices preliminares dos PMIs dos setores industrial e de serviços dos Estados Unidos. O mercado projeta leve avanço no PMI industrial, passando de 53,9 pontos em julho para 54,0 em agosto, enquanto o indicador de serviços deve recuar de 54,6 para 53,9 pontos. Como referência, valores acima de 50 pontos sinalizam expansão econômica.
O mês de julho foi marcado pelo PMI composto dos EUA atingindo o maior nível em oito meses, puxado por um salto momentâneo do setor de serviços devido à Copa do Mundo e ao feriado norte-americano. Porém, há dúvidas se o setor manterá esse crescimento agora, fora do período de estímulos sazonais.
A divulgação do PMI ocorre em meio à preocupação dos mercados com o futuro dos juros americanos, sobretudo após recentes altas dos yields dos Treasuries, considerados termômetro da percepção de risco mundial.
Discurso de Trump e tensões no Golfo
O presidente Donald Trump realiza às 20h (horário de Brasília), um discurso detalhando planos para intensificar as pressões econômicas contra o Irã. A expectativa é de medidas robustas, em um momento de impasse diplomático no Golfo Pérsico, que já provocou alta nos preços do petróleo e ampliou o alerta para a inflação global.
A retórica de guerra econômica se soma a uma semana intensa para os mercados internacionais. Recentes aumentos nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano impactaram bolsas ao redor do mundo, resultando na maior queda semanal desde julho para diversos índices. No Brasil, os investidores monitoram de perto possíveis efeitos indiretos desse cenário externo.
Reação dos mercados e indicadores
Na abertura desta sexta-feira, futuros de Wall Street mostram sinais de recuperação após fortes quedas registradas na véspera: Dow Jones recuou 1,31%, S&P 500 caiu 0,86% e Nasdaq, 1,00% no fechamento anterior. A expectativa do mercado global é por mais detalhes sobre os movimentos de Trump, o que pode influenciar tanto os preços do petróleo quanto o apetite ao risco.
No Brasil, o dólar encerrou a última quinta-feira em alta de 0,32%, cotado a R$ 5,193, enquanto o Ibovespa avançou discretos 0,06%, aos 167.927,16 pontos, refletindo cautela diante dos desdobramentos externos.
Próximos passos
O ritmo dos mercados seguirá condicionado às sinalizações do ambiente internacional, com o PMI dos EUA e o posicionamento do governo Trump podendo influenciar as decisões de alocação e defesa de carteiras. Para o investidor brasileiro, o cenário reforça a necessidade de atenção redobrada às mudanças repentinas do cenário global.
Fique por dentro das movimentações do cenário econômico brasileiro e internacional acessando brazileconomy.world
