O Outback Steakhouse está decidido a ampliar sua presença no Brasil, com a meta de alcançar 200 restaurantes até o final de 2026. A estratégia da rede combina um modelo de formação interna de sócios e investimento em tecnologia para criar laços duradouros com seus clientes, destacando-se no competitivo setor de casual dining brasileiro.
Formação de Sócios: Cultura que Fomenta o Crescimento
Diferentemente da maior parte das redes de alimentação, o Outback no Brasil não opera pelo tradicional sistema de franquias abertas ao mercado. Aqui, 86% dos sócios começaram suas carreiras em cargos operacionais dentro do restaurante, como atendentes, cozinheiros ou no salão. Esse processo cria oportunidades reais de ascensão social e profissional, transformando colaboradores em sócios-administradores das unidades.
Segundo Cláudia Vilhena, vice-presidente de Marketing, Vendas e Growth da Bold Hospitality Company (dona das marcas Outback, Abbraccio e Aussie), a cultura de valorização interna é central para o sucesso brasileiro. “Quando você vê alguém que começou limpando a loja e hoje tem seu nome na porta, isso inspira todo o time”, afirma.
Expansão Mesmo em Ambiente Desafiador
Às vésperas de completar 30 anos no país, o Outback já conta com 196 restaurantes distribuídos em 94 cidades, 22 estados e o Distrito Federal — gerando mais de 670 empregos diretos somente nas recentes inaugurações deste ano. As novas unidades foram abertas em cidades como Indaiatuba, São Paulo, Curitiba, Ponta Grossa, Montes Claros, Salvador, Palmas e Araçatuba.
Mesmo em um cenário econômico de retração e aumento do endividamento das famílias, a executiva destaca que o Outback continua crescendo: “Seguimos avançando e esse é o maior sinal de resiliência da nossa cultura”. O foco na experiência do cliente e na proximidade da gestão com as equipes têm sido decisivos para manter bons resultados, mesmo com o cenário adverso.
Clube Outback: Tecnologia a Favor da Fidelização
Outra frente de inovação da rede é o recém-lançado Clube Outback, programa de fidelidade que integra as experiências no restaurante e no delivery. Ao informar o CPF na conta ou pelo app, o consumidor acumula pontos que podem ser trocados por benefícios como cupons, produtos exclusivos e prioridade na fila.
O programa superou as expectativas logo no primeiro mês, com mais de 100 mil cadastrados e um ticket médio de pedidos 32% maior via aplicativo próprio em relação a outras plataformas. Além de aprofundar o relacionamento com os clientes, a estratégia favorece a rentabilidade ao driblar taxas de marketplaces como iFood.
Delivery e Novas Estratégias para Equilibrar Fluxo
Apesar da força do salão — responsável por cerca de 80% do faturamento —, o delivery vem ganhando mais espaço. Durante a Copa do Mundo, a rede testou novas caixas para compartilhar, em parceria com a CazéTV, para incentivar pedidos em casa e compensar a queda de movimento nas lojas durante os jogos. A iniciativa deve se repetir em próximos eventos, reforçando a integração dos canais.
Próximos Passos para o Outback Brasil
O grande desafio, segundo Cláudia Vilhena, é manter a cultura de hospitalidade e proximidade à medida que a rede cresce. Formar novos sócios e usar inteligência artificial para personalizar o atendimento serão essenciais para sustentar o ritmo de expansão sem perder o DNA da marca. “Vemos espaço de crescimento e seguimos como uma marca icônica no casual dining”, conclui.
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