Mais de 40 pesquisadores e gestores de instituições brasileiras se reuniram em Belém, entre os dias 29 e 31 de julho, para realizar a primeira oficina presencial do projeto Síntese para Uma Só Saúde na Amazônia (Sesam). O encontro teve como objetivo central alinhar os principais eixos temáticos que orientarão as pesquisas nas áreas de biodiversidade, serviços ecossistêmicos, saúde e economia na região amazônica.

Colaboração multidisciplinar marca oficina em Belém

O evento, organizado na sede da Coordenação Espacial da Amazônia (COEAM) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), contou com a participação de profissionais de diversas áreas, como saúde, economia, biologia, geografia, antropologia, comunicação e computação científica. Entre os destaques esteve o envolvimento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com coordenação dos pesquisadores Claudia Codeço e Paulo D'Andrea, além de representantes da Universidade Federal do Pará (UFPA) e do Centro de Sobrevivência de Espécies Brasil (CSE Brasil).

Eixos temáticos e perguntas norteadoras

Durante três dias de debates e dinâmicas, o grupo definiu os principais eixos de pesquisa para o Sesam, formou grupos de trabalho e construiu as primeiras perguntas norteadoras. As temáticas abrangem, principalmente, a integração de conhecimentos sobre biodiversidade, serviços ecossistêmicos e saúde pública, com foco em territórios coletivos da Amazônia — indígenas, quilombolas, extrativistas e unidades de conservação.

Houve ainda discussões sobre a economia da sociobiodiversidade local, tema apresentado pelos professores Francisco Costa e Danilo Araújo (UFPA), reforçando a importância do diálogo entre políticas públicas, sustentabilidade e viabilidade econômica na região. O objetivo central é subsidiar decisões e criar produtos que possam apoiar gestores e comunidades, fortalecendo a prevenção de zoonoses e promovendo saúde ambiental integrada.

Integração de dados científicos e saberes locais

O projeto Sesam busca traduzir conhecimento científico e saberes tradicionais em informações acessíveis, orientando políticas públicas de Uma Só Saúde. Com apoio financeiro do Centro de Síntese SinBiose do CNPq, o grupo pretende ampliar a capacidade de prever riscos de doenças associadas ao ambiente e facilitar a tomada de decisões informadas tanto por autoridades quanto por lideranças comunitárias.

Próximos passos para consolidação das pesquisas

Após a oficina, os participantes vão manter reuniões mensais virtuais para dar continuidade aos trabalhos, acompanhar o avanço das pesquisas e detalhar produtos práticos para a região, como mapas de vulnerabilidade, relatórios integrados, bases de dados e orientações estratégicas para políticas públicas.

A iniciativa promete estimular o diálogo contínuo entre áreas do conhecimento, integrando saúde, economia e conservação na Amazônia. Para acompanhar os próximos passos do projeto e as novidades sobre o desenvolvimento sustentável do Brasil, continue acompanhando as notícias em brazileconomy.world