O governo do Rio de Janeiro confirmou que acumula uma dívida de R$ 26 bilhões com bancos e outras instituições financeiras. O anúncio veio do governador em exercício, Ricardo Couto, nesta terça-feira (18), após uma reunião em Brasília com o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A renegociação desses débitos é considerada fundamental para aliviar a pressão sobre as contas públicas do estado e garantir equilíbrio fiscal.

Contexto da dívida do Rio

Além das dívidas bancárias, o Rio de Janeiro também possui um passivo expressivo com a União. Em maio, o estado foi autorizado a aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), oficializado em junho. Essa medida reduziu a dívida com a União de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões, além de diminuir o valor das parcelas mensais, que caiu de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões. O prazo para quitar o débito se estendeu até 2056, e a dívida passou a ser corrigida apenas pela inflação, medida pelo IPCA.

Essas negociações fazem parte de um esforço mais amplo por parte do governo estadual para reorganizar as contas públicas. Segundo Ricardo Couto, a prioridade é renegociar as dívidas com bancos para obter juros menores, sem a necessidade de novas garantias do Tesouro Nacional para o processo.

Impacto para as finanças públicas estaduais

A reestruturação da dívida permitirá ao Rio de Janeiro lidar melhor com os compromissos financeiros de longo prazo. O estado se comprometeu com a União a reduzir 20% do valor total da dívida e aplicar parte dos recursos economizados em áreas essenciais como educação, infraestrutura e segurança.

Além disso, há a previsão de que recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), que iriam para o Estado, permaneçam com o governo federal até 2048. Desde 2016, a União já precisou aportar cerca de R$ 47 bilhões para cobrir inadimplências do Rio de Janeiro, o que reforça a importância de medidas para maior autonomia fiscal do estado.

Declarações e expectativa para o futuro

O governador em exercício reafirmou o apoio do governo federal às negociações em curso. A expectativa é que uma renegociação bem-sucedida com bancos possa proporcionar alívio financeiro significativo para o estado, viabilizando novos investimentos e contribuindo para a sustentabilidade fiscal do Rio.

Para especialistas, a adesão ao Propag foi um passo importante, mas os desafios fiscais persistem e dependem de uma gestão ativa sobre todas as dívidas públicas, não apenas aquelas contraídas com a União.

Próximos passos das negociações

O governo do Rio de Janeiro segue dialogando com bancos para buscar melhores condições. Pelo acordo firmado no âmbito do Propag, o estado terá que cumprir metas fiscais e aplicar 1% do saldo devedor em setores prioritários. O andamento das negociações será fundamental para definir, nos próximos meses, o impacto da reestruturação do passivo bancário sobre os cofres estaduais.

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