Durante visita a Varginha, em Minas Gerais, o ex-governador e candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) fez críticas contundentes às recentes medidas econômicas adotadas pelo governo federal. Ele classificou as ações próximas à eleição como "aberração eleitoral" e acusou o Executivo de agir por oportunismo político, mirando na arrecadação sem avaliar impactos sociais.
Críticas às medidas e acusações de oportunismo
Zema afirmou que o governo federal teve quase quatro anos para implementar mudanças, mas tomou decisões estruturais apenas próximo ao período eleitoral. Sem citar diretamente Luiz Inácio Lula da Silva, Zema caracterizou o presidente como "oportunista", alegando que ele busca ganhos políticos rápidas sem promover avanços reais e ainda abriu brechas para atuação de grupos criminosos.
"Estamos diante de uma aberração eleitoral, faltando poucos dias para a eleição, e o governo toma medidas que poderiam ter sido feitas antes. A aprovação das apostas online foi somente para arrecadação, prejudicando os mais humildes", declarou, durante passeio pelo comércio de Varginha.
Promessas para economia e setor produtivo
Caso eleito, Zema prometeu foco na redução do chamado custo Brasil, adotando políticas para limitar gastos públicos e tornar o ambiente de negócios mais eficiente. Entre as principais propostas, estão:
- Redução da taxa de juros para menos da metade dos níveis atuais
- Simplificação no sistema tributário, facilitando a vida de empresas e consumidores
- Corte de despesas públicas, priorizando qualidade dos gastos
- Combate a invasões de terras e reforço à segurança jurídica do agronegócio
- Ampliação de linhas de crédito rural a taxas mais baixas e inclusão de seguro safra
O presidenciável reforçou o compromisso de acabar com o que considera excessos fiscais e mencionou que, atualmente, brasileiros pagam o dobro por bens financiados devido aos juros elevados, o que "quebra famílias e empresas".
Contexto político e impactos
As propostas de Zema surgem em meio à intensificação do debate econômico na reta final das eleições. O candidato tenta diferenciar-se do atual governo ao prometer uma postura mais austera na administração pública. Especialistas avaliam que temas como custo do crédito, burocracia e insegurança jurídica são recorrentes nas agendas de candidatos que buscam o apoio do empresariado e do agronegócio.
O discurso encontrou boa receptividade entre empresários locais, principalmente ligados ao setor de comércio e produção agrícola do sul de Minas Gerais.
Próximos passos da campanha
A agenda de Zema inclui novas visitas pelo interior, onde pretende detalhar suas propostas focadas na geração de emprego, desoneração e estímulos à produção. Resta acompanhar quais temas ganharão centralidade no embate eleitoral e como o eleitorado irá reagir às promessas de corte de custos e simplificação econômica.
Fique por dentro das últimas notícias do Brasil em brazileconomy.world