A StoneCo, referência no setor de pagamentos eletrônicos no Brasil, divulgou nesta quinta-feira, 13, seu balanço do segundo trimestre de 2026 e apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 582,7 milhões, desempenho que representa uma queda de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do recuo, o resultado indica estabilidade e resiliência no modelo de negócios da companhia.

Contexto financeiro e operacional

A redução no lucro anual da Stone foi atribuída pela própria empresa à diminuição do lucro antes de imposto ajustado, acompanhada de um aumento da taxa efetiva de imposto para 16,4%, ante 15% há um ano. Em contrapartida, quando comparado ao primeiro trimestre deste ano, o lucro líquido ajustado subiu 6,1%. A receita total atingiu R$ 3,6 bilhões, alta de 2,5% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, reforçando o crescimento do volume de negócios da Stone.

No resultado operacional, o lucro bruto chegou a R$ 1,56 bilhão entre abril e junho, mantendo-se praticamente estável com uma variação positiva de 0,1%. O lucro por ação ajustado (EPS) ficou em R$ 2,40, crescimento de 8,6% em 12 meses. Já o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) consolidado registrou 21,6%, uma elevação tanto na base anual quanto trimestral.

Evolução dos volumes e participação de mercado

O volume total processado (TPV) em pagamentos realizados por meio da Stone foi de R$ 142,2 bilhões no trimestre, aumento de 4,3% na comparação anual. Ainda segundo a companhia, ao comparar com os três meses anteriores, o avanço foi de 3,6%.

O destaque ficou para o desempenho das operações de PIX via QR Code, cuja movimentação saltou 44,3%, atingindo R$ 30,7 bilhões no período. Já nas transações com cartões, houve recuo de 3,1% para R$ 111,5 bilhões.

A base de clientes ativos cresceu 6,4%, alcançando 4,8 milhões de usuários. No segmento de serviços bancários, o volume de depósitos chegou a R$ 10,8 bilhões, alta de 22,3% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Estratégia de retenção e perspectiva

A Stone destacou que tem reforçado as iniciativas para conter o chamado churn — ou taxa de cancelamento de maquininhas — que havia aumentado no final de 2025. Os esforços concentrados inicialmente na marca Ton começam a ser expandidos para a tradicional marca Stone, com objetivo de consolidar o crescimento de todo o ecossistema de clientes e ampliar a participação no mercado de pagamentos.

Próximos passos e desafios

O mercado seguirá acompanhando de perto a efetividade dessas ações voltadas para melhoria na experiência do cliente e na diversificação de receitas. A expectativa é de que a Stone busque novos nichos para intensificar o crescimento do PIX e do serviço bancário, fatores que podem influenciar os próximos balanços.

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