A Suzano S.A. divulgou nesta segunda-feira (12) seu balanço financeiro do segundo trimestre de 2026, registrando lucro líquido de R$ 1,81 bilhão, uma retração de 64% em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete o impacto do câmbio desfavorável, queda no volume de vendas de celulose e aumento dos custos, fatores destacados pela companhia na apresentação dos números.

Queda expressiva nos principais indicadores

Além do lucro líquido, a Suzano reportou receita líquida de R$ 11,59 bilhões, representando redução de 13% ano a ano. O Ebitda ajustado somou R$ 4,7 bilhões, 23% inferior ao visto em igual trimestre de 2025, com margem Ebitda ajustada em 41%, queda de 5 pontos percentuais. Os investimentos (capex) totalizaram R$ 2,54 bilhões, recuo de 20% no comparativo anual, enquanto a dívida líquida atingiu R$ 66,09 bilhões, uma leve queda de 3% frente ao trimestre anterior.

Fatores que afetaram o desempenho

Segundo a Suzano, o recuo se deve principalmente à desvalorização do dólar médio frente ao real, à diminuição no volume de vendas de celulose e ao maior custo dos produtos vendidos. Ainda assim, houve alívio pela elevação do preço médio líquido da celulose em dólar e pela redução de despesas gerais e administrativas. A volatilidade cambial impactou negativamente os resultados, especialmente para empresas com receitas exportadoras como a Suzano.

Estratégia de expansão internacional

No período, a Suzano concluiu a aquisição de 51% da FamPro Tissue Holdings B.V. (Arbex), operação realizada em parceria com a Kimberly-Clark. A joint venture é voltada ao mercado internacional de tissue e foi fechada em 1º de julho de 2026, pelo montante de US$ 1,3 bilhão (aproximadamente R$ 6,7 bilhões), consolidando a presença global da companhia e diversificando sua atuação.

Olhar do mercado e próximos passos

O resultado fraco era esperado por parte dos analistas devido ao ambiente macroeconômico desafiador e volatilidade cambial. O benefício estrutural da nova joint venture, no entanto, pode gerar ganhos futuros, segundo projeção de consultorias do setor. Investidores acompanham de perto o desenrolar da estratégia internacional e as perspectivas para o próximo trimestre, quando as sinergias geradas pelo acordo devem começar a ser evidenciadas nos números da Suzano.

A empresa reforça seu compromisso com a disciplina financeira e foco em geração de valor, mesmo em um cenário global adverso. A próxima divulgação de resultados deve mostrar como o novo movimento de expansão internacional contribuirá para a reversão do quadro de queda de receitas e lucros.

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