O volume de vendas do comércio varejista no Brasil apresentou um crescimento de 0,5% em junho de 2026, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 13 de agosto. Esse resultado positivo ocorre após uma alta de 0,3% em maio, sinalizando uma tendência de recuperação nas atividades do setor.
Na comparação com junho de 2025, as vendas no varejo avançaram 2,9%, o que representa um desempenho acima das expectativas do mercado, que previa um crescimento de 2,5% para o mesmo período. No acumulado do ano, as vendas do comércio varejista aumentaram 1,9% em relação ao ano anterior, e, em uma análise de 12 meses, o indicador registrou um crescimento de 1,6%.
Entre as oito atividades monitoradas pelo IBGE, metade apresentou alta em suas vendas. Os setores que mais contribuíram para esse desempenho positivo foram:
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +2,4%
- Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: +1,1%
- Móveis e eletrodomésticos: +0,4%
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: +0,2%
Por outro lado, as áreas que enfrentaram os maiores recuos incluíram:
- Livros, jornais, revistas e papelaria: −9,9%
- Tecidos, vestuário e calçados: −2,6%
- Combustíveis e lubrificantes: −1,7%
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: −1,3%
No que diz respeito ao comércio varejista ampliado, que inclui também veículos, motos, partes e peças, além de materiais de construção, houve uma queda de 1,0% em junho em comparação a maio. Contudo, o acumulado do ano para esse segmento apresenta um crescimento de 1,9%, enquanto a comparação em 12 meses mostra um aumento de 0,8%.
Esse resultado é significativo em um cenário em que 19 das 27 Unidades da Federação mostraram avanços, indicando uma disseminação regional favorável que impacta o consumo das famílias. O desempenho do varejo será analisado em conjunto com outros indicadores de atividade econômica, como os setores de serviços e indústria, para um melhor entendimento do ritmo da economia brasileira no segundo trimestre de 2026.
O IBGE também destacou que o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria alcançou 40 meses consecutivos de crescimento na comparação interanual, consolidando-se como a série positiva mais longa da pesquisa atual. Esse fenômeno ressalta a resiliência de segmentos específicos do varejo, mesmo diante de desafios econômicos.
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