A Viver Incorporadora e Construtora registrou um prejuízo líquido de R$ 6,4 milhões no segundo trimestre de 2026, representando uma redução de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do resultado negativo, a empresa conseguiu apresentar uma leve melhora em seus indicadores financeiros e já traça estratégias para seu próximo ciclo operacional.

Desempenho operacional e financeiro

No balanço trimestral, a receita líquida da companhia ficou em R$ 9,1 milhões, com queda de 2,6% sobre o ano anterior. O Ebitda ajustado foi de R$ -4,8 milhões, retrocesso de 14%, enquanto a margem Ebitda ajustada ficou negativa, em -52,8%, ainda assim mostrando evolução de 1,7 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2025.

Reestruturação societária e avanços em projetos

Durante o trimestre, a Viver realizou o grupamento de suas ações, aprovado em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária no fim de abril. A proporção adotada foi de 10 ações ordinárias para 1 nova ação ordinária, sem mudança no capital social. Desde 11 de junho, os papéis passaram a ser negociados ex-grupamento na B3, medida que pode contribuir para a recomposição de preços e maior liquidez dos ativos no mercado brasileiro.

Destaques e perspectivas dos empreendimentos

O Station Vila Madalena, principal projeto atualmente no portfólio, atingiu estágio avançado de entrega das unidades e transferência dos compradores para financiamentos bancários. O Habite-se do empreendimento foi concedido em abril e o avanço físico das obras atingiu 99,7%, permitindo à empresa acelerar as vistorias, entregas finais e recebimento dos valores das vendas.

Segundo o comunicado oficial, as prioridades da Viver continuam sendo concluir as entregas restantes, efetivar as transferências bancárias das unidades e viabilizar o recebimento dos créditos do Station Vila Madalena. A empresa informou também que já estrutura novos negócios, com foco em oportunidades principalmente na cidade de São Paulo e busca firmar parcerias estratégicas.

Próximos passos e expectativas

Apesar de operar ainda no prejuízo, a Viver mostra resiliência e ajuste de rota em cenário desafiador do mercado imobiliário. A recuperação do resultado líquido, a reestruturação societária e a entrega quase total do principal empreendimento sinalizam caminhos para crescimento sustentável a médio prazo.

A expectativa do mercado é que os próximos comunicados tragam novidades sobre novos projetos em São Paulo e possíveis novos parceiros estratégicos para diversificação do portfólio da companhia.

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