O Bradesco BBI reforçou sua posição cautelosa diante das ações da Argentina, mantendo a recomendação de venda (underweight) para os papéis do país, mesmo após as recentes quedas nos preços. Segundo os estrategistas do banco, a economia argentina ainda enfrenta riscos significativos, especialmente no crédito e na inadimplência, o que impede uma visão mais otimista, apesar do desconto aparente nas valuations.
Contexto: preços baixos, mas fundamentos ainda frágeis
Após a última correção das bolsas, o mercado argentino ficou visivelmente mais barato. O índice MSCI Argentina negocia hoje a 8,8 vezes o lucro projetado, abaixo da média histórica. Esse desconto é ainda maior no setor bancário, onde múltiplos de preço sobre lucro e valor patrimonial estão próximos dos pisos recentes. No entanto, o BBI alerta que só preços baixos não justificam uma reprecificação, pois faltam sinais claros de recuperação sustentável.
O país vive um típico ciclo de crédito "serrucho": pequenos surtos de melhora seguidos de novas deteriorações. Em julho, o crescimento real do crédito tornou-se negativo novamente, enquanto a confiança do consumidor segue deprimida. A inadimplência das famílias atingiu 12,9% em julho, mais que o dobro do patamar do ano anterior, e a qualidade dos ativos dos bancos segue sob pressão, principalmente do lado das pessoas físicas.
Por que isso importa
Para o investidor brasileiro interessado na exposição internacional, as recomendações do Bradesco BBI ganham relevância, já que muitos ETFs ou fundos regionais acabam refletindo indiretamente a performance dos ativos argentinos. Os riscos cambiais também permanecem elevados, com as famílias argentinas comprando mais dólares mesmo em cenário de aparente estabilidade do peso. Somente em julho, foram US$ 3,1 bilhões adquiridos por pessoas físicas, um recorde para o ano.
Além destas preocupações, o banco destaca a pressão sobre as reservas internacionais da Argentina e uma possível desvalorização adicional do peso caso a moeda retorne à média histórica de sua taxa de câmbio efetiva real. A proximidade das eleições presidenciais de 2027 adiciona mais incerteza ao ambiente local, embora indicadores mostrem alguma estabilidade política com a manutenção da tese de reeleição do presidente Javier Milei.
Empresas em destaque e oportunidades
Apesar da postura conservadora, o BBI aponta cinco empresas que combinam valuations atrativos, solidez de balanço e potencial de beneficiar-se de uma eventual normalização da economia: Banco Macro (BMA), Vista (VIST), Pampa (PAMP), TGS e IRSA. Banco Macro e IRSA se destacam pela exposição ao consumo doméstico, enquanto Vista, Pampa e TGS são favoritas para aproveitar a recuperação do setor de energia, especialmente ligado à produção de petróleo da Vaca Muerta.
O relatório destaca ainda que, mesmo setores tradicionalmente defensivos, como energia e utilities, hoje negociam a múltiplos próximos das médias de longo prazo, o que exige cautela diante de possíveis revisões negativas de lucros, especialmente com a alta recente do petróleo.
O que vem a seguir
A expectativa do Bradesco BBI é que uma mudança de recomendação só deverá ocorrer quando houver indicadores mais sólidos de retomada do crédito e confiança do consumidor. O ritmo das compras de dólar, a evolução da inadimplência e o comportamento das reservas seguirão sendo pontos centrais para monitoramento ao longo do ciclo eleitoral de 2027.
Para quem busca exposição à Argentina, a recomendação do momento ainda é de cautela, priorizando empresas com fundamentos resilientes e descontados. Continue acompanhando as análises e notícias sobre investimentos internacionais em brazileconomy.world
O Bradesco BBI reforçou sua posição cautelosa diante das ações da Argentina, mantendo a recomendação de venda (underweight) para os papéis do país, mesmo após as recentes quedas nos preços. Segundo os estrategistas do banco, a economia argentina ainda enfrenta riscos significativos, especialmente no crédito e na inadimplência, o que impede uma visão mais otimista, apesar do desconto aparente nas valuations. No contexto brasileiro, Bradesco BBI permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável.
O Bradesco BBI mantém recomendação de venda para ações argentinas, mesmo após forte correção no mercado. O banco vê riscos no crédito, aumento da inadimplência e volatilidade cambial, e destaca algumas empresas resilientes para quem deseja exposição seletiva à economia argentina. No contexto brasileiro, Bradesco BBI permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável. No contexto brasileiro, Bradesco BBI permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no
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