O governo federal iniciou nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, a etapa operacional do Desenrola Adimplentes, iniciativa voltada a trabalhadores informais e autônomos interessada em substituir dívidas caras por operações de crédito com taxa de juros reduzida. O objetivo central do programa é proporcionar alívio financeiro e prevenir que esses cidadãos avancem para a inadimplência.

Quem pode participar do Desenrola Adimplentes

Podem aderir ao programa pessoas físicas que não possuam vínculo formal de trabalho, ou seja, autônomos e trabalhadores informais. Quem tem carteira assinada, é servidor público, aposentado ou pensionista, não está apto a participar desta linha de crédito. Entre outros critérios obrigatórios estão:

  • Ter contrato de crédito pessoal sem garantia;
  • Ter pago ao menos quatro parcelas do empréstimo original;
  • Estar adimplente ou possuir atraso máximo de até 90 dias;
  • Ter saldo devedor de até R$ 15 mil por instituição financeira.

Linhas de crédito e vantagens

O programa permite a troca da dívida existente por um novo empréstimo, limitado à mesma instituição credora. Os juros, neste caso, não poderão ultrapassar 1,99% ao mês, percentual considerado bem mais atrativo em relação à média atual do mercado. Além disso, o valor da nova prestação não pode exceder 90% do valor pago anteriormente. Ou seja, se a parcela original era de R$ 1.000, o novo compromisso não poderá superar R$ 900.

Outra vantagem é a possibilidade de o cliente obter crédito adicional de até 50% do saldo devedor, desde que a nova parcela se mantenha dentro do teto de 90%. O prazo do contrato pode ser estendido entre 1 e 6 meses conforme as regras estabelecidas.

Garantia e operacionalização do crédito

As operações possuem garantia do FGO (Fundo Garantidor de Operações), o que traz mais segurança para os bancos participantes. O governo federal autorizou destinação de até R$ 3 bilhões para o Desenrola Adimplentes, valor administrado pelo Ministério da Fazenda, com repasse aos principais agentes financeiros: Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Esses bancos são responsáveis por conceder o novo crédito, mesmo que a dívida original tenha sido feita em outra instituição, desde que o cliente seja aprovado na análise de crédito e obedeça às condições do programa.

Segundo as regras do Conselho Monetário Nacional (CMN), 70% dos recursos utilizados virão da União e os outros 30% dos próprios agentes financeiros.

Restrições e bloqueios temporários

Como parte das estratégias de combate à inadimplência, os participantes do programa terão o CPF bloqueado para realizar apostas em plataformas de quota fixa no período de seis meses, limitação válida para cadastro, acesso e realização desses jogos online.

Próximos passos para quem deseja aderir

Os interessados podem buscar orientação diretamente no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal ou nos canais digitais destes bancos, onde há informações detalhadas sobre a documentação necessária e os trâmites de contratação.

O Desenrola Adimplentes representa mais uma tentativa do governo de fomentar o crédito responsável entre trabalhadores informais, promovendo maior inclusão financeira e contribuindo para a redução da inadimplência no país.

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